terça-feira, 24 de janeiro de 2012

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Havia dias em que se cansava das ausências. Outros havia em que se inquiria dos sonhos, dos objectivos, à cerca da solidão da distância. Devaneios, completos e infundados. Concluía isso vezes sem conta, sem grandes pensamentos e esforços internos. Corpos que se pertencem, peles que se conhecem como se da própria se tratasse, bocas que se unem mesmo em fuga, olhos que entram para dentro do corpo e o desvendam, devagarinho, junto ao toque dos dedos, não são a perfeição, mas está lá muito perto. A ter o resto que falta era mesmo perfeito. E a perfeição é coisa para nunca existir.

4 comentários:

  1. Porventura, foi a primeira vez que por aqui li "corpos, desejos e sentidos". Não...? :)

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  2. Respostas
    1. Está perfeito! Posso roubar ? ( com os devidos créditos, claro! )

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  3. Claro :) O que partilho é de todos.

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